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Padre Landell de Moura

Algumas informações sobre a vida do inventor e cientista Padre Landell de Moura:

Roberto Landell de Moura nasceu na cidade de Porto Alegre, R.G.do Sul, em 21 de Janeiro de 1861.
Fez seus estudos religiosos no Colégio Pio Americano e cursou a Universidade Gregoriana como aluno de Física e Química.
Foi ordenado sacerdote em 28 de Novembro de 1886, em Roma.
Gostava de ser chamado simplesmente de Padre Landell.
Pesquisou e descobriu que todos os corpos animados ou inanimados são circundados por halos de energia luminosa, invisíveis a olho nu, segundo documentos de 1907. Ele chegou inclusive a fotografar o efeito. Tratava-se do "Efeito Kirlian", batizado com esse nome em 1939, por causa dos estudos do casal soviético Semyon e Valentina Kirlian.
O "Transmissor de Ondas", um dos aparelhos desenvolvidos e patenteados pelo Padre Landell de Moura foi reconstruído por técnicos da CIENTEC e está exposto na Fundação Educacional Padre Landell de Moura – em Porto Alegre. Os técnicos constataram que o transmissor atinge uma larga faixa de espectro de rádio-freqüências e é captado, inclusive na faixa de FM. O principal feito do sacerdote cientista foi conseguir a primeira transmissão da voz humana, sem auxilio de fios. Isso aconteceu em 03 de junho de 1900. A distância entre o aparelho emissor e o detetor foi de aproximadamente de 8 quilômetros, entre o Bairro de Santana e os altos da Av. Paulista, na cidade de São Paulo. A demonstração foi presenciada por autoridades e pela imprensa.
Nesta época o que se tinha em termos de comunicação por meios elétricos era o telégrafo por fios (Samuel Morse - 1837), o telefone com fio (Graham Bell -1876) e a radiotelegrafia (Guglielmo Marconi - 1895).
Ele é o patrono dos radioamadores brasileiros.
Landell é considerado também o precursor das fibras óticas, pois o aparelho inventado por ele era multifunções e contemplava as funções de telegrafia e também a transmissão do som via Onda Portadora de Luz.
A patente brasileira para um "aparelho destinado à transmissão phonética à distância, com fio ou sem fio, através do espaço, da terra e do elemento aquoso" foi obtida em 09 de Março de 1901.
Nos estados Unidos Pe. Landell de Moura conseguiu três cartas patentes: a do "Transmissor de Ondas", que é o precursor do rádio, " Telefone Sem Fio" e "Telégrafo Sem Fios".
Landell de Moura faleceu em Porto Alegre / RS em 30 de Junho de 1928.
Vale a pena pesquisar e saber mais sobre o trabalho do Pe. Landell de Moura:
Vejam em: Landell de Moura. Voltar para história do Rádio

Fonte: Site http://members.nbci.com/rlandell/portugues.htm

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Mais recentemente, substituiu-se o galena por semicondutores de germânio ou silício. Entretanto, por força do hábito, qualquer receptor pequeno e simples, como o que propomos adiante, continua sendo chamado "rádio-galena", mesmo que o semicondutor utilizado seja outro. A idéia básica é bem simples, e o seu receptor, depois de montado, deverá ficar assim:



Material necessário:
• uma base de madeira de 25cm x 25cm
• um canudo de cerca de 15em de comprimento por 3em de diâmetro (pode ser de papelão, de PVC ou outro plástico isolante qualquer)
• 45 metros de tio de cobre esmaltado (n- 28 ou 30)
• um fone de ouvido simples, desses que acompanham pequenos rádios de pilha (fone de cristal)
• dois capacitores de cerâmica: um de 250 pF e outro de 100 pF
• um diodo de germânio ou silício
• 15 percevejos
• fita adesiva
• um pedaço de lixa fina
MONTAGEM

Antena (A)

Para se construir uma boa antena é recomendável utilizar aproximadamente 20m de fio bem esticado, a uma boa altura do chão (5m pelo menos) e presa a objetos isolantes. Uma das extremidades da antena deve ser lixada e conectada a uma das extremidades da bobina no ponto 1, indicado na figura. Bobina (L)

Para se construir a bobina enrola-sé o fio de cobre esmaltado, dando-se cerca de 100 voltas no tubo isolante. As voltas de fio devem ficar bem encostadas umas nas outras, sem superposição. A primeira e a última volta devem ser presas ao tubo com fita adesiva, deixando-se uma sobra de 20cm de fio em cada extremidade. Lixam-se as pontas dessas sobras para tirar o esmalte e permitir os contatos elétricos. Lixa-se também cerca de l cm de largura ao longo de todo o comprimento da bobina. Essa faixa servirá para fazer contato elétrico, variando-se o número de voltas conectadas ao restante do receptor. Terra (T)

A ligação com a terra pode ser feita através do encanamento da sua casa (desde que seja metálico) ou através de um pedaço de ferro forcado no chão. Capacitor (C l)

O capacitor C l (250 pF) deve ser colocado em paralelo com a bobina. Um dos seus terminais deve ser ligado à terra em 5 e o outro fixo em 3.

Do ponto 3 sai um pedaço de fio. A extremidade livre desse fio deve ser encostada na parte lixada do enrolamento(4), podendo percorrê- la de ponta a ponta. Esse fio é chamado cursor. Com isso, pode-se introduzir no circuito um número variável de voltas da bobina.


Diodo (D)
O diodo deve ter um terminal conectado em 3 e o outro em 6.
Capacitor (C 2)
O capacitor C 2 (100 pF) deve ter um terminal conectado ao diodo, em 6, e o outro à terra, em 7.
Fone (F)
O fone deve ser conectado em paralelo com o capacitor C 2, em 6 e 7.

Não se esqueça que em todos os pontos de conexão (1 a 7) as extremidades dos fios de cobre devem ser lixadas antes, para permitir os contatos elétricos.

As conexões devem ser fixadas na base de madeira através dos percevejos, exceto a extremidade livre 4 (cursor), que poderá ser presa ao enrolamento por um pedaço de fita adesiva

Coloque o fone no ouvido e percorra lenta e cuidadosamente com o cursor a parte lixada do enrolamento da bobina, procurando sintonizar uma estação de onda média local.